Empresas em recuperação judicial requerem fôlego maior para sair da crise

Crise nunca é bom. Mas o seu lado mais perverso é quando atinge a saúde financeira das empresas, das quais, muitas famílias dependem, direta ou indiretamente. Quando uma empresa vai mal, não são apenas sócios e colaboradores que sentem o impacto, mas todo o público envolvido com seus fornecedores.

Apesar do País ainda estar enfrentar um período turbulento, a situação já dá sinais de restabelecimento da economia. Conforme o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, no mês de setembro deste ano foram requeridos 101 pedidos de recuperações judiciais no País, uma queda de 58,6% em relação a setembro de 2016. Já em relação a agosto deste ano, os pedidos caíram 41,3%.

Mesmo assim, a estimativa de especialistas é que 10 mil empresas brasileiras estejam em recuperação judicial e elas precisam de um fôlego para enfrentar a situação, já que apenas um quarto consegue efetivamente se restabelecer. O Ministério da Fazenda já encaminhou à Casa Civil um projeto que tenta facilitar a saída de empresas que estejam em processo de recuperação judicial. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, adiantou que a intenção do governo federal é mudar a lei de recuperação judicial para facilitar que empresas em dificuldades tomem crédito novo e vendam ativos com o objetivo de evitar a falência. A proposta pretende encurtar o prazo médio de recuperação judicial para três anos. Hoje, esse período é de quase cinco anos.

A equipe econômica acredita que, com a aprovação desse projeto pelo Congresso, seja mais fácil para as empresas retomar suas atividades e garantir empregos. Um grande problema enfrentado por quem está nessa situação é o crédito. Os bancos resistem em disponibilizar crédito às empresas que recorreram à recuperação judicial, porque os financiamentos novos vão para o fim da fila de pagamento. A intenção do projeto é mudar isso.

Tal mudança na legislação está sendo muito aguardada. Mas há um movimento paralelo trabalhando para sugerir ao governo que haja um Refis especial para as empresas em recuperação judicial, pois o que acabou de ser aprovado pelo Congresso não atende a essa fatia empresarial.

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